domingo, 28 de julho de 2013

VII Alegrai-vos

    Deus seja louvado!
     Para a felicidade geral da nação, para que as lágrimas sessem e os dias se arrastem em ansiedade. Para   que os mistérios se resolvam, as perguntas encontrem respostas ou não. Para que as famílias retornem ao lar e os amigos confraternizem no amor e diversão, anunciamos a abertura das inscrições para o VII ALEGRAI-VOS.
     As inscrições irão do dia 28/07/2013 até o dia 07/09/2013. E não adianta chorar, o prazo é esse e ponto. As fichas estarão dispostas no grupo da gincana no facebook. É só imprimir.
     O número mínimo de participantes por equipe é de 15 pessoas e o máximo de 25 pessoas. O preço da inscrição por equipe é de R$ 70,00 (setenta reais). Independente do número de participantes.
     O VII ALEGRAI-VOS será no dia 22/09/2013. Alimentaremos o básico da nossa capacidade, mas com os pés ainda fincados na criatividade. Reformulamos tudo, somente para chegar até aqui. Então… O tempo é mínimo, juntem todos e sejam felizes.
     As fichas preenchidas terão que ser repassadas, impressas, para a organização da gincana.
     Ajudem-nos a divulgar o evento. Se já tem uma equipe, procure-a. Se não, monte uma. E nos dois casos, motive mais pessoas a participarem.
     Assim que o regulamento ficar pronto anunciaremos por aqui.
     Qualquer dúvida é só perguntar. Ah! Obter resposta? Bom aí já são outros 500. Afinal de contas, gostamos de preparar surpresas.
     Fique por dentro de tudo que acontece: http://elivalter.blogspot.com/ Facebook: http://facebook.com/Eli.Negreiros.5 e no grupo da Gincana no face.
     “Democracia é dar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, isso depende de cada um”. (Mario Quintana)
    Contamos com as tradicionais equipes e com as novas que se formarão. Não deixe de participar.
     Que a alegria do Senhor seja a vossa motivação e força.
    Alegria! Alegria!

“Subo ao altar de Deus que é a alegria da minha juventude” Toca de Assis
Atenciosamente
Eli Negreiros

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Carta para mim mesmo V

   
Querido menino,

     Sei que nesses últimos dias que passou, tu viveste angustiado, por conta de algumas coisas e pessoas. Por isso, resolvi mais uma vez, te alertar sobre algumas coisas. Tudo que se passou foi totalmente previsível. Um pouco mais de tempo atrás, já tinha te alertado sobre algumas situações. Nada foi uma surpresa. Já tinha te falado sobre aquilo que vale, e aquilo que não vale a pena. Pois é. Para te lembrar mais uma vez, vamos vestir de palavras alguns quês e porquês. Teve um dia que você decidiu não esperar mais nada de ninguém. Não que essa decisão fosse tomada de um dia para a noite. Levou um tempo. E talvez a culpa nem foi tão sua assim. Chega uma hora que a gente cansa, entende? Chegamos a um ponto em que simplesmente paramos de acreditar. Em coisas e pessoas. Não tenha isso como uma visão derrotista ou de pessimismo. É que a realidade bateu forte na sua cara. Parou de acreditar numa serie de mentiras. Um belo dia você começou a ver as coisas como elas são. Isso é lógica. Talvez o problema estava no seu esquecimento de como as coisas são de verdade. A sua memória estava alienada e só via o lado bom, doce. Mas, não é bem assim. Existe um outro lado também. Lágrimas, tropeços, mágoas, percalços, defeitos... Tudo isso existe. E bobo é quem não encara isso como realidade e de frente. Eu resolvi lutar, encarar. Isso é viver na realidade. Seres humanos sempre querem ter razão. Você mesmo é assim. Mas, nem sempre temos. E as pessoas não são sempre açúcar. E nem devem ser. A memória nos engana toda hora. E você é o tipo de pessoa, que os outros sempre vão lembrar da parte amargosa. Já te falei que as pessoas acreditam na verdade quando a verdade lhe convém. Caso contrário, verdades serão sempre mentiras. E pessoas verdadeiras sempre serão vistas como algozes.
     Um dia tu resolveu não ter mais expectativas. Chegou uma hora que cansou dessa lenga lenga. Esperar as pessoas doeu muito. Agora, o que eu acho bom mesmo, é não esperar mais nada e de ninguém. Porque não agiu assim desde o princípio? Quanto tempo perdido. Quanta coisa não vivida. Planos deixados para o lado. Aquela história de que sonhar junto é melhor procede, sim é verdade. Porém, independe menos de quantidade e mais de qualidade. Algumas pessoas são dispensáveis. E, me arrisco em dizer que a maioria é. Outras pessoas são necessárias. Geralmente estão dentro da família. Os melhores amigos, são os de casa mesmo. Se não é capaz de te entender e aceitar, não merece tanto ibope assim. Conte apenas contigo mesmo. Com suas forças e fraquezas. Sua capacidade e suas limitações. O que vier será acréscimo e menos frustante se não esperar tanto. Pessoas vem e vão. Não se importe se amanhã ou depois, você mude de ideia. Normal. És quem és. Do início ao fim.
     Não se importe se vão te entender ou não. Talvez não queiram. Por falta de vontade, noção, humildade ou tempo. Somos todos, primeiramente, individualistas. Fato. Embora que as palavras sejam sempre 'nós', o 'eu' sempre será prioridade. Se estou bem, então está tudo bem. Assim que funciona. O que aparece além disso, já me soa como publicidade de si mesmo. Sempre foste daqueles que se doa. Tinha expectativas. Quem não tem? Hoje ainda tem as mesmas expectativas. Porém, menos intensas e de menos, bem menos pessoas. Não pode lutar contra isso, é algo que já veio com você do berço. A diferença é que agora resolveu aceitar. Não espere que os outros tomem as mesmas atitudes que você. Isso é frustração certa. O seu jeito de ver muitas coisas mudou, lhe permitindo viver sem ficar se protegendo o tempo inteiro. É mais arriscado. Mas, é mais verdadeiro. E ainda rende muita história para contar. Se tem vida em você, então viva. Não se importe mais com fotografias antigas. Tudo passou. O que foi bom permanecerá na memória. Se todos acharem que desistiu, continue. Simples assim.

Teu amigo,
Eli Negreiros

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Carta para mim mesmo IV



Amigo Eli,
   
     Para atender o teu próprio pedido, venho aqui novamente. Mais uma vez para escrever, e virei outras tantas vezes para te reler. Gosto de reler o que escreves, embora isso me pareça egocentrismo. Que seja então. Sempre fico sorrindo, tentando achar qual foi a motivação para escrever o texto. Suas letras, por vezes, são cruas. Tua escrita, tuas palavras, tudo muito curioso. Elas contém uma interessante ambição. Fico vendo e revendo. Quantas dúvidas. Já não és mais o que eras e dificilmente voltará a ser. Há cheiros, sorrisos, cores e sabores que te remetem a situações, que sei que se questiona se realmente viveu. Tens se tornado um ser frio. Embora que, ainda continua com um coração grandeAprendeu a ter autocontrole. Me assusta essa tua frieza tão clara, que tens com os afetos tão teus. Talvez sejam as cicatrizes que lhe causaram que te façam lembrar que tudo passa, seja bom ou mau. O fato é que, nesse teu inverno particular, aprendeu a se proteger do frio. Enquanto todos se envolvem com histórias eternas de pessoas passageiras, tu observa envolto à mantas quentinhas, tudo isso regado a doses, também quentes, de realidade. Prefiro ver todo esse joguinho de fora. Estou esperando os meus pés sararem, para voltar a caminhar. Ainda há um longo caminho pela frente. Apesar de toda frieza, continua indomável e duvido que algum dia isso mude. É um ser com personalidade. E seres com personalidade incomodam.
     Como gosto de ti, querido Eli. Palavras serão sempre insuficientes para isso. As vezes elas não me servem de nada. Tudo se transforma em nada quando tento dizer ou demostrar o quanto gosto de ti. Não consigo. Mas, é fato que entre você e eu deve haver um problema. Talvez seja você, talvez seja eu. Tem que haver um culpado. Você sabe quando devo sair para navegar e quando devo ficar atracado ao cais. Sabes me levar aos extremos. Não liga para a minha cara fechada e meus braços cruzados. Fica sorrindo das minhas seriedades. E leva a serio os meus sorrisos. Não me permite mais discutir por futilidades com era acostumado fazer. Tenho duvidas se isso é bom.
     Muitas letras ainda dançam dentro de você. Gotinhas, comparadas ao oceano que te passa diante dos olhos. Embora que seja um turbilhão controlado, ainda segue sem rumo definido. Há uma primavera pela frente, indiferente a toda essa frieza. Teimoso. Ainda mantém o coração quente e uma alma firme. A essa altura da vida, já pode se dar ao luxo de saber quem é cordeiro e quem é lobo, ou não. Pode excluir quem faz ruido e conservar quem conhece teu coração e o cuida como seu. São poucos, acredite. Laga de mão, aqueles que não te dizem mais nada. Talvez valha a pena para outras pessoas, mas não para você. Deus lhe trará outros, para um novo começo. Foca nas dádivas que te motivam e cresce. Não importa quantas pessoas você pode falar que te ama de verdade. Não importa o vácuo que alguns deixaram, os anos de partilha... Não importa o silêncio que hoje habita em você. Isso acontece. Chega um época da vida que é preciso podar as roseiras, separar o joio do trigo e nada te impede de fazer isso. Nada mais importa. Recomece! Eleja prioridades. Acho que é ai que o teu umbigo é posto à prova. Prioridades... deixa elas ecoarem em ti. Se ganhei algo convivendo contigo, foram os pés no chão. E isso não te impede de sonhar. Sei disso porque sonho por você e por mim. Em nós.

Eli Negreiros

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Carta para mim mesmo III


Querido Eu,
   
     Não é porque eu gosto de escrever, que te escrevo. Como sabe, acho que não passas de pouca coisa. Mas, vamos seguir. O motivo da minha escrita a ti, é porque, me parece, que só tu é capaz de me entender. Somente você compreende cada início de parágrafo e cada ponto final. Por vezes, pergunto-me o que queres afinal. O que te leva a pegar papel e embebecê-lo com rabiscos, palavras que poucos entendem? Embora saiba que não escreve para que te entendam, escreve para se libertar. Qual a necessidade da métrica das suas palavras?
     Se me permite, quero confessar-te um pequeno segredo: também tenho segredos, qual a pessoa que não tem? Pode pensar que é devaneio meu, mas, tenho medo do que escrevo. Minhas palavras carregam uma força invisível, exponho muito. Acumulo nelas muitas mágoas, embora que amenizadas pela distância, e as solto como uma flecha mortal. E depois meu bom amigo, preciso me despir, e a forma mais racional que encontro é escrever. A sorte é que consigo enigmatizar tudo que me vem à cachola. Um dia conseguirei soltar tudo aquilo que está moído em ti, o silêncio ganhará uma voz clara e compreensiva. Também sinto o frio nos olhares acusadores dos não entendedores. Hoje sua caminhada começa e segue em recordações, referências e só. Como se tudo e todos estivessem estacionados no tempo. Tempo esse que não volta. Leituras, fotos, objetos, lembranças, saudades... tudo ficou para trás. Lugares que não colocarei mais os pés, mas que reconheço no primeiro reflexo... corações. Só posso escrever a ti, não sobrou mais ninguém a quem possa fazer isso. Ninguém me entenderia tão bem, como você. Sei que passas o mesmo que eu. Somos uma ameaça a qualquer um.
     Toda vez que sinto vontade de despir-me da casca, me visto do medo invisível e te falo. Aprendi. Não te revelo todos os meus medos, nunca te disse isso, mas acho que nem é preciso. Pergunto a Deus porque não me encaixo. Porque passei a odiar futilidades e a adiar conversas que já deveria ter tido. É verdade que aprecia bem mais o silêncio agora. Passei a achar um desperdiço de tempo usar palavras vãs que nunca serão compreendidas ou aceitas por pessoas da mesma forma vãs, que prometem e não cumprem... Meu amigo, levante a cabeça, seja você mesmo e siga.
     Como eu gosto quando me fazes falar, quando arranca de mim toda pele e deixas-me sem defesas, acuado e sem saídas. Gosto quando me lê. Ao final de um tempo, sinto-me feliz por está vivo e por ser fértil de imaginação. Outro dia te mostro um capítulo da história que escrevi sobre você. Só não te mostro agora porque não decidi se o herói morre no final, para salvar o mundo, se ele sobrevivi sem memória com seu fiel cavalo ou se segue sua vida de herói. Assim vou seguindo, nas palavras despindo o mundo, embalando toda a descoberta, mascarando toda cura. Meu amigo, nas palavras que te beijo, nas linhas que te abraço, peço que não se afaste, pois preciso de ti. Quando me visitar, demore o suficiente para plantarmos novas sementes. Cultivá-las dará muito trabalho.

Eli Negreiros