quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nossa Catequese


     Por precisar de didática, impor respeito e ter postura o catequista tem um pouco de professor, mas não é. Nem os catequizandos são alunos. Somos confundidos como tais, ensinamos, ouvimos, aconselhamos, damos bronca, somos psicólogos, babás, enfermeiros... Mas na nossa essência existe a vocação e a missão. Somos chamados por Deus. E para responder a esse chamado e viver essa missão precisamos correr atrás, suar a camisa, perguntar observar tudo, estudar cada detalhe e pensar muito para chegar numa conclusão certa, onde a felicidade se aproxima da plenitude. Onde aprendemos, não com os erros, mas com o conserto desses erros.
     É isso... nossa missão é exatamente correr atrás de aprender para explicar, de forma simples, aquilo que é realmente necessário. Aprender sobre Jesus, a doutrina que acreditamos, o que diz cada mandamento e sacramento. Será que acreditamos naquilo que pregamos? O catequizando percebe quando falamos com convicção ou falamos por falar. O catequista precisar transmitir nos olhos a alegria ao falar de Jesus. Se ele não faz isso, dificilmente cumprirá bem o seu papel. Jogos, dinâmicas, brincadeiras, músicas, cartazes pouco adiantarão se em ti, no teu sorriso e olhar e em tudo aquilo que tu espera, não mostrarem de forma clara o que está na tua alma. O importante para um bom catequista é acreditar em quem ele anuncia. Apresente o Cristo que você vive e ama.
     Se precisa aprender mais para catequizar melhor, corre atrás, leia, pesquise, pergunte, tire dúvidas, seja catequizado para catequizar. Não creia que tudo vai cair do céu, não fique no comodismo. Busque espiritualidade e conhecimento, assim tu vai se moldando num bom catequista. Não dá para ir empurrando com a barriga, nossa missão não deve ser tratada como brincadeira. A catequese transforma pessoas e consequentemente a sociedade. Formar cristãos de verdade, cristãos que sabem defender as nossas verdades de fé e têm consciência crítica dos desafios apresentados pelo mundo, esse é o nosso objetivo.
     Não é fácil, eu sei. Dá vontade de jogar tudo pro ar. Mas, seria mais desanimador se a nossa confiança não estivesse em Deus e não tivéssemos consciência da vocação. Antes de qualquer ação na caminhada, temos que responder a três perguntas: quero? devo? posso? Nós marcamos a vida das pessoas. Então prosseguimos, reorganizando novas turmas e recomeçando a cada encontro. Isso é dom de Deus.


Eli Negreiros

Carta para o abandono

Intragável senhor,    Se soubesses como és desagradável me pouparia de sua companhia. Se ao menos soubesse evitá-lo... mas és um senh...