terça-feira, 1 de julho de 2008

Aresta

Um pequenino ponto de luz cortava uma imensa escuridão.
Raiava assanhando a poeira…
Devia ser daquele lugar escuro.
Sujo. Sombrio.
Chamava-me atenção aquele lugar…
Meio família, meio eu, e só.
Aquela luz na minha memória é o que me resta.
Pura, casta, bela e forte. Santa aresta.
Figurava um circulo, meio amarelado.
Grudado naquele lugar horrível.
Prendia o meu olhar
Eu fitava aquela aresta.
Parece que faz parte de mim
Uma certeza de que vai ser o meu feliz fim!
Um pequeno dia no meio da longa noite.
Esmoreci diante daquela minúscula luz.
Os joelhos foram dobrando, fui sendo vencido.
Até que cai por terra.
Dobrei-me. Cai. Tocaram-me!
Fecharam-me os olhos e acordei tomado de todo aquele sol.
Aquela escuridão tinha sido dissipada.
Senti-me igual. Senti-me como o sol.
Percebi que era eu aquelas trevas.
E para minha feliz culpa era Jesus aquela luz que rasgava a minha escuridão, em forma de aresta.
Fizemos festa.
Jesus! No meu coração! Santa aresta.
Presente dentro de mim não por méritos,
Mas por amor. Tão grande que se fez pequeno e me tomou por inteiro.
Ele… pequena aresta que me arrancou as trevas.



Eli Negreiros
01/07/2008

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